terça-feira, 13 de novembro de 2012

"DEUS DANADO, o filme"


Neste mês de agosto foi lançado o filme “Deus Danado”, dirigido, fotografado e editado por Luiz Felipe Botelho, a partir da encenação de Nildo Garbo, também responsável pela cenografia, figurinos e maquiagem. O lançamento aconteceu em Recife (dia 13) e em Caruaru (dia 15). Usando recursos de linguagem cinematográfica, o trabalho registra a íntegra da montagem caruaruense da premiada peça teatral homônima de João Denys Araújo Leite, sobre a difícil relação entre um homem e seu afilhado vivendo na aridez de um sertão arquetípico. A peça passou dois anos em cartaz e fez sucesso em vários festivais; tendo no elenco Severino Florêncio, Rafael Amâncio e Welba Sionara. O filme foi realizado em vídeo digital, com produção do Grupo de Teatro Arte-Em-Cena e apoio do SESC-Pernambuco e da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru.
Há muitos anos que o registro em vídeo de espetáculos teatrais se tornou um fato corriqueiro. Porém tem sido raras as experiências que buscam fazer desses registros uma oportunidade de criação de obras autônomas, nascidas da cena, mas ainda vivas através de um outro suporte – neste caso, o audiovisual. A proposta nasceu em decorrência do interesse do dramaturgo e pesquisador Luiz Felipe Botelho em aprofundar aspectos de seu trabalho no Projeto TelaTeatro (Fundação Joaquim Nabuco), além do âmbito daquela instituição. Para ele, a montagem caruaruense de “Deus danado” trazia características que favoreciam a experiência no campo do diálogo entre as linguagens do teatro e do cinema, desde o domínio de palco demonstrado pelos atores (que poderiam aceitar a presença próxima de uma câmera sem prejudicar sua própria atuação) até a configuração da cena de um modo geral (que dava amplas condições de movimentação da câmera). A proposta foi feita ao produtor e ator Severino Florêncio que aceitou de imediato o desafio.
As imagens foram captadas por uma única câmera HD portátil que, como um terceiro personagem, transitou pelo palco junto aos atores, buscando integrar-se ao ritmo da ação, à crueza da narrativa, à visceralidade das interpretações e à rusticidade daquela obra. Assim, o filme recorre a um olhar que escapa à perspectiva do espectador de uma platéia de teatro à italiana. Mais do que documentar a encenação, a proposta foi de ir além da relação habitual entre a ação cênica e o observador fixo em sua poltrona.
 
O espetáculo foi gravado integralmente em três ocasiões, onde as tomadas eram registradas em ângulos e movimentações distintas. O áudio também foi captado ao vivo, incluindo desde as falas dos atores até a trilha sonora utilizada em cena. O trabalho de edição de som e imagem, que durou três meses, complementou esse esforço de definir um caminho próprio dentro do que oferecia a encenação, reconfigurando a obra teatral a partir de suas próprias bases e gerando um híbrido nascido da interpenetração entre as linguagens de teatro e do cinema.
Na equipe técnica, Edu Oliveira (iluminação), Karla Dayanne (som), Arnaldo Honorato (cenotécnico), Mayllson Ricardo e Naldo Venâncio (apoio às gravações), Kyara Muniz (transcrição de falas para legendagem), Fábio Brainer (revisão geral) e Grupo de Teatro Arte-Em-Cena (produção executiva).

SERVIÇO:
Lançamento do filme “Deus danado”

Em Recife
Dia 13 de agosto de 2012 (segunda-feira)
Local e horário: Cinema da Fundação, 20h, entrada franca.

Em Caruaru
Dia 15 de agosto de 2012 (quarta-feira)
Local e horário: Teatro Ruy Limeira Rosal (SESC), 20h, entrada franca.
 

 
 

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

ARTE-EM-CENA Agora é de Utilidade Pública

O grupo de teatro ARTE-EM-CENA foi reconhecido como de utilidade pública, através do projeto de Lei nº 5.819/09, apresentado pelo presidente da Câmara de Vereadores de Caruaru/PE, Rogério Menezes (PT).

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Aldeia do Velho Chico, recebe "Deus Danado"

O projeto Aldeia do Velho Chico recebe o espetáculo "Deus Danado", do grupo de teatro ARTE-EM-CENA, em 08 de agosto de 2009 às 20h, no Teatro do Sesc Petrolina.

ARTE-EM-CENA apresenta Deus Danado no FIG 2009

Deus Danado, no Festival de Inverno de Garanhuns - FIG 2009
23 - julho - 2009, às 19h - Teatro Luiz Souto Dourado - Garanhuns/PE.

domingo, 31 de maio de 2009

DEUS DANADO na Ribalta Pernambucana

O espetáculo DEUS DANADO do Grupo de Teatro Arte-em-Cena, apresenta-se no Teatro Glauce Rocha, 20 e 21 de junho de 2009 (sábado e domingo). O espetáculo faz parte do projeto A Ribalta Pernambucana - uma mostra da cena teatral pernambucana, que a Fundação Nacional de Artes (Funarte) traz ao Rio de Janeiro para ocupar o espaço. A programação inclui apresentação de seis grupos da cena teatral perbambucana, oficina de dança, exposição, seminário, palestra e lançamento de livros, até 21 de junho, de quinta a domingo.

Ao apresentar o projeto A Ribalta Pernambucana, a Funarte pretende democratizar, descentralizar e difundir o teatro no Brasil, mostrando a diversidade, riqueza e qualidade do teatro pernambucano.

A Funarte, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, é responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, à música, ao teatro, à dança e ao circo. Tem como objetivos principais o incentivo à produção e à capacitação de artistas, o desenvolvimento da pesquisa e a formação de público para as artes no Brasil. Para cumprir essa missão, a Funarte concede bolsas e prêmios, mantém programas de circulação de artistas e bens culturais, promove oficinas, publica livros, recupera e disponibiliza acervos, provê consultoria técnica e apóia eventos culturais em todos os estados brasileiros.

20 e 21 de junho (sábado e domingo) - Deus Danado, do grupo Arte em Cena (Caruaru/PE)


Serviço - Projeto A Ribalta Pernambucana - de 03 a 21 de junho de 2009

Local - Teatro Glauce Rocha (Av. Rio Branco, 179 – Centro/RJ – 21- 2220-0259

Horário - 18h30

Capacidade - 278 lugares

Classificação - Livre

Duração: 1h30

Confira a programação completa no site: www.funarte.gov.br

sábado, 14 de março de 2009

DOROTÉIA VAI À GUERRA

Dorotéia é o confronto de duas Mulheres Mãe e Filha em luta constante pelo poder de afirmação da superioridade, da dominação do matriarcado ultrapassado que se impõe no sufocamento da relação filial.
Dorotéia é uma mulher que teima em conservar para si todo o domínio, mesmo que seja pela arbitrariedade, ou mesmo pela chantagem, pois no confronto das forças sua e da sua filha Madalena ela quer ser vitoriosa.
Madalena sufoca na dor pela anulação, é vitima da crueldade de uma mãe que se faz viver na sombra, como um fantasma diante da impossibilidade de ser feliz, de se assumir como uma mulher que arde de desejos e que sente a vida passar e murcha pelo dilaceramento de não viver com dignidade sua condição de mulher.
A peça retrata cenas do cotidiano destas duas mulheres, presas a um passado, e sem nenhuma perspectiva de um futuro, vitimas de um destino atroz que as acorrentam para dentro de um mundo de loucura, de embates constantes de sobrevivência, da lei do mais forte. Uma relação conturbada por sentimentos contrários, de amor e ódio, ranços e mágoas mas que se necessitam para se manterem vivas apesar de não mais alimentarem nenhuma esperança.


Severino Florêncio – Dorotéia
Maria Alves – Madalena
Gilberto Brito – Diretor
Carlos Alberto Ratton – Autor
Edinilson Leite – Iluminador
Arnaldo Honorato – Sonoplasta
Severino Florêncio – Produtor


DIÁRIO DE 1 LOUCO

DIÁRIO DE 1 LOUCO (Triste Fim de Antonino Barnabé), de Rubem Rocha Filho, baseado no conto do escritor e dramaturgo russo Nikolai Gogol (1840), nos faz lembrar de uma humanidade perdida na pressa das conquistas materiais. Sua personagem Antonino Barnabé é um pobre-diabo, funcionário público, apaixonado pela filha do chefe da repartição que sente por ele repugnância. Na miserabilidade de sua vida, ele pensa que é de uma linhagem nobre, chega a acreditar que conversa com animais e quando descobre que o trono da Espanha está vago se auto-coroa rei daquele país até virar um soberano sem súditos.

O mundo ao seu redor não lhe dá as respostas de que precisa. Antonino Barnabé se sente esmagado pela falta de reconhecimento de sua sensibilidade e não agüenta a sociedade dividida em castas. Sem perspectivas de subir na vida, o que lhes resta é criar um mundo de fantasias, em que possa ascender socialmente e conquistar o respeito e o amor das pessoas.


FICHA TÉCNICA:


NIKOLAI GÓGOL - Autor

RUBEM ROCHA FILHO - Tradução e Adaptação

NILDO GARBO - Diretor

SEVERINO FLORÊNCIO – Antonino Barnabé

WELBA SIONARA – Atriz

ARNALDO HONORATO – Cenotécnico/Sonoplasta

EDNILSON LEITE – Iluminador