quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um ano de realizações. Que venha 2016!

Ao chegar ao término de mais um ano, é salutar uma retrospectiva, pois através dela podemos verificar aquilo que foi produtivo, bem como os aspectos que necessitam de aprimoramento em nossa trajetória de vida. 
Entendo claramente que, apesar de muitos acertos, não somos perfeitos, carecemos sempre de aperfeiçoamento. 
O ano de 2015 foi um ano de muitos desafios e também realizações.
Durante a Semana Santa atuei na Paixão de Cristo da Nova Jerusalém, interpretando o discípulo Mateus.
Já em abril a montagem de “A Visita” me trouxe de volta aos palcos. Um texto do encenador e dramaturgo Moncho Rodriguez encenado pelo Grupo de Teatro Arte-Em-Cena, trazendo Nildo Garbo como Encenador, Figurino, Adereços, Edu de Oliveira na iluminação, Moacir Severino no Design Gráfico.
Após a estreia, fizemos uma temporada de apresentações até agosto no Teatro Rui Limeira rosal, SESC Caruaru.
Ainda no primeiro semestre, foi aprovado por unanimidade pelos edis na Câmara Municipal de Caruaru o Título de Cidadão Caruaruense, propositura do vereador Jaelcio Tenório (PRB), que em breve estarei recebendo.
Ainda na área teatral promovemos o intercâmbio Brasil x Portugal, quando o Arte-em-Cena e FAFE Cidade das Artes, com apoio da Prefeitura Municipal de Caruaru, através da Fundação de Cultura e Turismo, realizamos apresentações com dos espetáculos BULULU-Estórias da invenção do mundo, Pássaro de Papel e LAUDAMUCO SENHOR DE NENHURES, todos do autor e encenador Moncho Rodriguez.
Teve ainda minha atuação no elenco de "A Mulher e o Mandacaru", longa realizado por Simião Martiniano, em 1996, foi adaptado por Rafael Coelho para a série Simião Remake. O elenco do remake conta com os atores como Carlos Lira, Monica Vilarim, Ana Claudia Wanguestel, Manuel Carlos, Maurício Evanns, José Manoel, Lucas Neves, Eron Villar, Leo Bouças, João Ferreira, Ligia Wanguestel, Severino Florêncio, Bia Lisboa e a participação de Simião Martiniano.
Atuei também no "Minha Geladeira Pensa que é um Freezer", que recebeu Prêmio Verouvindo de produção de audiodescrição e Melhor Roteiro no 17º FESTCINE - Festival de Curtas de Pernambuco.

O ano termina mas a vida e o trabalho continua, em janeiro voltamos a apresentar "A Visita" no Projeto Janeiro de Grandes Espetáculos e, no mesmo ano a temporada internacional com apresentações em Portugal.
O Arte em Cena acredita que o amanhã sempre pode ser melhor, cremos nisso pelo que já semeamos no passado e por tudo o que já colhemos até hoje.
Feliz ano novo à todos!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Severino receberá justa homenagem - coluna Cultura e Cidadania

O site do Jornal de Caruaru publicou na terça, 03 de novembro, na coluna semanal Cultura & Cidadania, o informe sobre o Título de Cidadão que o ator Severino Florêncio receberá ainda em novembro deste ano.

A propositura é do vereador Jaelcio Tenório.

Veja na íntegra a notícia:

Já são quase quatro décadas em que o ator Severino Florêncio atua nas artes cênicas no município. Florêncio receberá, como propositura do vereador Jaelcio Tenório, o título de Cidadão de Caruaru, na Câmara Municipal.

Severino em atuação no espetáculo "A Visita"

Entre os mais respeitados artistas do teatro caruaruense, seja como diretor, produtor, ator ou dedicando-se nos segmentos culturais do SESC ou nos mais diversos movimentos culturais, guarda consigo prêmios e reconhecimentos e mais este será mais que justo.

Severino contribui também em cargos administrativos no município. Já esteve como diretor da Casa de Cultura, da Diretoria de Cultura e presidiu também a Fundação de Cultura e Turismo.

É natural do sítio Serra de Aires, em Bezerros e veio sozinho para Caruaru ainda adolescente. Estudou e trabalhou no comércio. Já na década de 70 participou do grupo jovem da Igreja do Rosário, depois foi convidado por Jô Albuquerque, atual presidente da Associação dos Artistas, para integrar o grupo de teatro do TEA. Sua primeira atuação acontece no espetáculo “Festa de Casamento”.

Foi convidado para dar uma oficina no SESC, em maio de 1980, tornando-se profissional da casa até hoje. Neste mesmo período criou o Grupo de Teatro do Sesc, que revelou grandes talentos do nosso teatro, a exemplo de Prazeres Barbosa e Maria Alves, e arrematou prêmios nos principais festivais brasileiros de teatro.

Fundou o Grupo Arte-em-Cena em 1987 produzindo grandes espetáculos como: “Quinze anos depois”, “Avatar”, “Dorotéia vai à guerra”, “Deus danado” e agora “A Visita”. Deus Danado já está em DVD. Tem nas telonas participação nos filmes “As videntes de Cimbres”, “A cidade de quatro torres” e “O cangaceiro” e “Ferrolho”. Integra o elenco da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém há 18 anos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

terça-feira, 18 de agosto de 2015

‘A Visita’ - coluna Dois dedos de prosa com Jénerson Alves

Há visitas que são bem vistas (e bem-vindas). Outras, nem tanto. E há visitas que chegam sem avisar, sem pedir licença, sem saudar ninguém. A lembrança é assim. Quando certas imagens, conversas, momentos vividos se presentificam, a existência ganha outros significados. O indivíduo se projeta a não-lugares, rememora não-conversas, relembra não-sonhos, vivencia não-vidas... Ou mil vidas...

O espetáculo ‘A Visita’ fala sobre tudo isso. Ou não. O texto, da lavra do genial Moncho Rodriguez (mesmo autor de ‘Enluarandas’), revela um tal António que, ao visitar o local de sua infância, depara-se com um deserto de gente e de bicho, mas um conglomerado de memórias e de sentimentos escondidos nos armários e nos porões da subjetividade. “Aqui, os homens são meio gente, meio barro – como as casas – e meio bicho”, diz, em certo momento.


Como toda grande expressão artística, a peça propicia múltiplas interpretações, permitindo que o espectador faça inferências, remetendo a histórias não ditas (ou mal-ditas) que estão imiscuídas na essência de cada um de nós. Afinal de contas, “lembrança é uma coisa sem futuro, que só leva a gente pra trás”, como é dito no próprio espetáculo. Leva a gente pra trás e pra dentro. Espelhos, significados, experiências... Questões como família, sexualidade, amizade, amor, afetos, permeiam a obra, que consiste em uma beleza rara, de sensibilidade extrema, capaz de tocar os recônditos mais profundos da alma dos que estão na plateia.

O espetáculo está em cartaz durante todo o mês de agosto, sempre aos sábados, a partir das 20h, no Teatro do Sesc (Rui Limeira Rosal). A direção é do magistral Nildo Garbo e a iluminação de Edu Oliveira. Em cena, o ator Severino Florêncio, na melhor versão dele mesmo. É pertinente salientar que ‘A Visita’ não é daquelas peças para ser vistas ‘de todo jeito’. Não. É necessário estar em consonância com a energia fluídica que emana do texto e permeia cada cena. Contudo, acredito que seja impossível entrar no teatro ‘de todo jeito’, assistir esse espetáculo e voltar do mesmo jeito. A arte inquieta, incomoda, coloca pulga nas orelhas, dá pontadas no coração, é uma fonte de sorrisos e lágrimas ao mesmo tempo. Coisa de doido. Só vendo. Minto. Só sentindo. E sem se conter...


Na última semana, pelo Facebook, o professor Edson Tavares fez questão de comentar: “Severino Florêncio está excelente, demonstrando o quanto a maturidade e o talento, juntos, num ator, podem tornar um espetáculo realmente espetacular!” Ôxe. E se até ‘o homem’ disse isso, quem de nós, simples mortais, pode contestar? A grande atriz Maria Alves também fez dela as palavras do professor. Então, ‘vamo simbora’ fazer essa visita! E nos revisitarmos, percebendo o quanto somos os mesmos. Ou não.

Jénerson Alves
Jornal Extra de Pernambuco

Imprensa repercute o Espetáculo "A Visita"

Jornal Vanguarda
Chamada na Capa do Jornal Vanguarda
Coluna "Dois dedos de Prosa" do Jornalista Jénerson Alves no Jornal Extra do Agreste